sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Avante número 20

Periódico mensal do núcleo Paulo Petry, distribuido aos estudantes brasilerios em Cuba, às juventudes comunistas da América Latina representadas na Ilha Socialista, à UJC/Cuba e a diversos intelectuais marxistas cubanos.


A XX edição publicada em outubro de 2011.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Debate sobre Cuba realizado pela UJC em Florianópolis conta com a presença de mais de 50 participantes



Cerca de 50 pessoas estiveram presentes no auditório do CCJ na UFSC para discutir acerca da atualidade do socialismo em Cuba, povo que resiste bravamente aos ataques da Águia imperialista há quase 53 anos. A atividade contou com a presença do camarada Otávio Dutra, estudante de medicina na Escola Latino-americana de Medicina - ELAM e militante do PCB/UJC em Cuba, que veio trazer um pouco das suas impressões sobre a história e o cotidiano cubano. O camarada afirmou que "na Ilha Caribenha para andar de ônibus o pagamento da passagem é opcional, com uma contribuição espontânea é de aproximadamente 3 centavos de real" enquanto aqui andamos em ônibus lotadíssimos e pagamos cerca 3 reais obrigatoriamente. Em Cuba 12% do PIB é destinado a saúde e 10% a educação!

Viva a revolução cubana e seu heroico povo!
Viva os 50 anos de socialismo em Cuba!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Viva o MST!

Era um abril

de um ano que eu queria esquecer

a força, uma vez mais,

a repressão e o ódio

nos trouxeram os porões da ditadura;

à força criaram barreiras

e mataram inocentes

Não, já não poderia esquecer

minha inocência manchou-se

com o sangue daquela gente

E o país,

que jazia em berço esplêndido,

renovou suas esperanças

ao escutar o filho

que gritava bravamente:

“Viva o MST!”

Em terras brasileiras

, antes,

o culpado se fazia inocente,

impunemente matava

e servia a glória

, de assassinos,

em luxuosos banquetes

respaldados por políticos

e burgueses

- não que ainda não o façam

...mas aquele grito

...mas aquela gente

Ah,

minha terra brasileira iria ser diferente

Com a enxada na mão

e um boné

- para proteger do sol quente,

marchavam,

pacientemente,

cantavam,

lindamente,

e,

honestamente,

amavam

as terras

que os despejavam

Antes de dormir

sonham

e não fazem o contrário

- guardam

no retrato vivo da história

cada futuro amanhecer

de verdadeira glória

Seus filhos nascem

no amor à luta

- e por isso lutam

Seus sorrisos nascem

da vida dura

- e por isso duram

Falam de Amor e de Revolução;

de como devemos repartir a terra

- e o pão

Falam de unidade;

de como nos organizando podemos desorganizar

- o capitalismo

E construir outra sociedade

- SOCIALISMO

Nas suas palavras não há dúvida

- um mundo melhor é possível

Marcham

Cantam

Vivem

Sonham

Milhões de vidas

que se reencontram em outras vidas

Sob bandeiras vermelhas gritaram

- e nasceu um Hino

Mãos calejadas ousaram desenhar

- e reinventaram o Brasil

Hoje é possível sonhar

- um outro abril

Sob nossas bandeiras vermelhas

uno o meu grito

pela Revolução brasileira:

Viva o MST!


Por Walter Titzz Neto, militante do núcleo Paulo Petry da UJC/PCB

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Viva el movimiento estudiantil chileno

Por Walter Titzz Leite Neto, estudante de medicina da ELAM e militante do núcleo Paulo Petry da UJC


Manifiesto mi apoyo a los estudiantes chilenos y, como latino, uno mi voz en un grito de solidaridad a los hermanos andinos.

Son más de dos meses de resistencia y lucha. Hay que seguir. Hay que resistir. Los estudiantes chilenos son un ejemplo para todos los estudiantes latinoamericanos y para todos los pueblos que hoy se sublevan contra las injusticias en la construcción de un mundo mejor.

A los brasileros les digo que no llamen a esa gente por otro nombre sino de héroes.

Héroes de la resistencia de la juventud en mundo que quiere destruir este sentimiento y dalo por perdido. Un mundo que regala a los jóvenes el desespero, la miseria y la falta de esperanza.

Pero en Chile están hablando...están gritando...y es un grito que gana las calles, pues ya vivía en la garganta de los demás...en los trabajadores, en padres y madres, en la población en general...y va ganando fuerza para incomodar las clases dominantes vecinas.

Ya que juventud es un estado de espirito, y no se puede medir por la edad, como me dijo mi viejo.

Y Nuestra América – latina – gritando así fuerte en las calles se ve más linda, se ve llena de esperanza, se ve más joven.

Que viva el pueblo chileno!

Que viva los estudiantes chilenos en su resistencia!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Comitê Nacional pela Libertação dos Cinco


Ricardo Alarcón:
As próximas semanas são decisivas para Gerardo

Ricardo Alarcón addresses the ANPPDiscurso de Ricardo Alarcón ante a Assembleia Nacional do Poder Popular, Havana, 1º de agosto

O verão é para muitos um período de férias. No entanto, deveremos intensificar, também agora, o trabalho sistemático e consequente para levar à prática os acordos do VI Congreso do Partido e as decisões desta Assembleia e do Gobierno para atualizar e aperfeiçoar o socialismo cubano.

Do mesmo modo temos de elevar a um plano superior a luta pela libertação de Gerardo Hernández Nordelo, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González.

É a hora de multiplicar sem descanso as ações para demolir o muro de silêncio que permite a Washington perpetuar a injustiça.Há que exigir-lhe que entregue a informação que esconde sobre sua conjura com os chamados “jornalistas” de Miami, que caluniaram nossos companheiros e, ademais, provocaram e ameaçaram os membros do tribunal apesar dos protestos da própria juíza; exigir-lhe igualmente que mostre as imagens satelitais que oculta faz quinze anos, seguramente porque ocultam a mentira norte-americana sobre a localização do incidente de 24 de fevereiro de 1996; devemos reclamar, outra vez, aos chamados meios de informação que eliminem a censura que impuseram ao documento pelo qual Washington admitiu, faz já 10 anos, que lhe era impossível sustentar sua principal acusação contra Gerardo.

As próximas semanas são decisivas para a conclusão do processo de Habeas Corpus de Gerardo e como ocorreu em ocasiões anteriores, ele enfrenta novos e graves obstáculos que se juntam a su mui difícil situação carceraria e constituem uma clara violação a seus direitos e às próprias normas norte-americanas.

Nesta etapa crucial lhe foram criadas dificuldades adicionais para a comunicação com seus advogados e com os funcionários consulares cubanos, lhe é restringido ou impedido o acesso à correspondência, inclusive a de caráter legal relacionada con seu caso.

Diante desta situação, proponho que adotemos a seguinte resolução:

A Assembleia Nacional do Poder Popular exige das autoridades norte-americanas que ponham fim imediatamente ao tratamento injusto e ilegal contra Gerardo Hernández Nordelo e conclama a mais ampla solidariedade dos parlamentares e das pessoas honestas até conseguir a liberdade dos nossos Cinco companheiros e seu regresso imediato e sem condições à Pátria.
Havana, agosto 1º, 2011

sábado, 30 de julho de 2011

Gregório, Gregório

a Gregório Bezerra, camarada de sonhos, de vida

impenetrável nordestino,

como casca de jabuti; duro

por fora, tenro

e terno

no lado interno.

impenetrável aos fantoches da repressão

e ao patrão da não vida,

da não justiça,

da não verdade.

nunca gritou de dor por seu corpo;

nunca reclamou de sua sede no sertão;

tampouco lutou contra sua fome,

por seu espaço, seu traço, seu maço

de notas de papel.

não viveu preso por

exigir sua própria liberdade, nunca,

em décadas de escuridão e agonia

nos calabouços de tirania.

não foi o egoísmo

que o forjou livre, foi seu povo

ainda mais martirizado,

tenso e leve.

seu povo criança

faminto e esquecido no sertão.

viver tantas vidas o libertou.

tornou-se ar e água,

pão e sonhos,

ontem, agora e amanhã;

viver tantas vidas o libertou

da culpa omissa

e da desculpa promíscua

de viver a própria vida.

recuperou a vida quitada

nos anos de solitárias imundas

dedicando-se à vida sofrida,

ao sertanejo,

ao gaúcho dos pampas.

tomou partido por seu povo

e tal partido por toda vida.

tornou-se ar e água,

pão e sonhos.

Gregório está ao meu lado e ao teu.

Otávio Dutra – março 2009

Florianópolis – Brasil.

terça-feira, 26 de julho de 2011

INTERCAMBIO DE IDEAS Y EXPERIENCIA DE LUCHA CON LOS HERMANOS LATIANOAMERICANOS

“Para curar el mundo

De la enfermedad capitalista,

Solo existe un remedio.

La Revolución Socialista.”

Joelson Santos

Atención!

Yo hice este documento como necesidad mía de saber se las experiencia pueden contribuir con la lucha, se que puedo esta equivocado, pero quiero pedir a ustedes a los que llegue estas humildes palabras que lean, estudien critiquen o comenten constructivamente, hay muchos errores de ortografía, por que este no es mi idioma materno. Esta escrito en una forma muy fácil de leer, hasta porque no hay necesidad a veces de poner tantas palabras lindas que nuestra gente no comprende, el importante nos es hablar y escribir correcto o incorrecto, el importante es vivir lo que dices.

A los que lucharon e a los que luchan, ustedes hacen la mística que mantiene nuestra esperanza de un mundo justo y soberano.

A los compañeros y compañeras: los que están en las calles; en los montes de América Latina; en los campos trabajando de sol-a –sol; los que se encuentran en un lugar equivocado, lugar este que quienes deberían de estar allí son los que mandan matar gente inocente para lucrar cada vez más, los que hacen la guerra contra la autonomía de los pueblos; e a los que cayeron en combate, luchando por un mundo mejor para toda la humanidad, un mundo justo y soberano. Todos los días eses pueblos se ayudan uno al otro cuando establecen con convicción la lucha ante-imperialista, ante-capitalista, contra toda la forma de explotación de hombre e mujeres por hombres e mujeres. Seamos los escritores de las próximos páginas de la historia de nuestra América e de nuestros mártires que en todos los amaneceres alimenta nuestros espirito revolucionario y nos guía a no desistir y no se dejar cooptar nunca.

La necesidad de conocerse y sentir el calor de pueblo

La unión de los pueblos de Latinoamericano es la única forma de expulsar el sistema brutal e deshumano que es el capitalismo e reinar el socialismo en nuestras tierras para que las nuevas generaciones puedan ver sus niños corriendo por los campos por las calles sin miedo, cargando la sonrisa y una mirada solidaria.

El dialogo entre los pueblos es la clave para que crezca la unión, partiendo de los sujetos, porque la cultura capitalista crió muchos medios para que la gente no se hablaran, para que no se conozcan ojo a ojo y no sentir el calor del pueblo; como ejemplos tenemos: que con la creación de la televisión y la Internet la gente se distanció aun más uno del otro (sin dejar para tras los beneficios que hay para nosotros), ejemplificando, es mucho mas cómodo esta en mi casa viendo otra realidad que no es la mía que es lo único que ellos ponen o conocer alguien en el Chat porque se no es una persona buena por lo menos estoy lejos. Actualmente en el mundo la gente ni siquiera se pueden mirar ojo a ojo porque creen que te va a robar o te va matar como se pasa en las películas, noticieros e novelas, perdiendo la esencia de la hermandad; la gente fue se distanciando cada vez más, cada vez personalista e egoístas, olvidando la conversa con el vecino, los juegos con los amigo ya que la computadora ofrece esta posibilidad tornando esta en el mejor amigo. El mundo cada vez más violento e la cultura capitalista enseñan a nuestro pueblo a luchar por su seguraza familiar o individual e no por la justicia social.

Tenemos que cambiar todo eso sin perder de vista los beneficios que existe en esos medios de comunicación para avanzar en palucha y en nuestras organizaciones sociales, tenemos que construir con participación de todos e todas una metodología de reeducación del uso de estos medios. También implica la seguridad de la información que es un gran problema para la izquierda de América Latina, muchas veces el enemigo nos desmovilizar antes de nuestras acciones porque tuvieron acceso a las informaciones antes de lo esperado.

No podemos dejar que las relaciones humanas sean por más tiempo una mercancía. Las relaciones internacionales es necesaria en este momento pero, mas allá de las relaciones económicas, hay que ser relaciones de principios como: humanismo, solidarismo y amor.

Llega de discursos apenas, hay que presentar algo concreto

El mundo hay que ser cambiado eso tenemos la clareza cuando vemos todos los días la guerra que existe entre los revolucionarios contra el sistema y entre la naturaleza y el sistema capitalista-imperialista, pero la naturaleza no distingue a quien debe atacar e quien mas paga es el pueblo trabajador. Los medios de producción capitalista no son compatibles con la vida del planeta, lo que pone la humanidad a un paso de desaparecer. Pero actualmente tenemos un pueblo que ya creen más solo en discursos, llegó la hora de presentarles algo practico y concreto, se queremos cambiar los medios de producción que salve el planeta y de la posibilidad de un buen vivir a la naturaleza, hay que hacer.

Tenemos que pensar nuestra América popular e pensar este cambio es pensar el nuevo sujeto social que por su participación en el proceso de construcción de esta nueva tierra sentirá la pertenencia y el amor por lo que hicieron.

Praxis revolucionaria como pedagogía del ejemplo

Todos los revolucionarios tiene que aprender a interpretar el mundo en que vivemos, esto es deber de todas las organizaciones sociales propiciar el estudio del mundo partiendo de la realidad en que viven, que es algo más concreto y mas fácil de comprender ejemplo: ¿porque luchamos por tierra sendo que somos nosotros los que en ella trabaja?, ¿a quien interesa la concentración de tierra y la explotación de varias personas por una?, ¿cual es la necesidad de cambiar nuestra realidad?, ¿qué es el sistema capitalista?. Una de las mayores dificultades de estos cambios es falta de conocimiento de la propia realidad y de la participación colectiva en la construcción del proyecto popular siendo que cada uno pueda sembrar su semilla y sentirse participe del proceso, la gente esta acostumbrada a tener todo hecho a adaptarse a la forma de mando, nosotros no debemos adaptarse al sistema el sistema es el que tiene que adaptarse a nosotros.

En esta construcción hay que tener presente la praxis revolucionaria (teoría y práctica), como proceso de formación de militantes e de amor a la lucha. Se no seamos ejemplo nadie nos va a creer de que este mundo que queremos es mejor, los que coordinan el proceso por tener más experiencia y por una necesidad de organización y formación política designados por la colectividad, necesariamente implica ser ejemplos: en las relaciones humana., el espirito de estudio y de sacrificio, de disciplina, de compromiso y amor a la lucha, ser comunista revolucionario en todos los espacio, a no ser que el espacio no propicie esto como en una investigación etc. Hay que haber espacios para que todos los sujetos puedan coordinar y ser coordinados, ser criticados y auto criticarse lo que no consiguen hacer los capitalistas, saber le dar con el poder no usarlo para beneficios individuales, el colectivo siempre hay que esta a frente; dejar de lado los termos jefe y líder, ¿Cuál es la diferencia de estos con el coordinador?, primero porque es una necesidad construir algo nuestro, segunda el jefe y el líder traen las decisiones listas de arriba hacia abajo, sin embargo el coordinador lleva la decisión colectiva siempre, enseña a todos como se coordina, porque la participación popular es la que coordina, o sea, el pueblo lo que contribuye en la formación del sujeto colectivo; la mejor virtud de un coordinador es la de multiplicar militantes partiendo de su ejemplo revolucionario.

Educación-educador-educando y la realidad

Cambiar la educación tradicionalista y bancaria por una educación popular que sea basada en los principios de nuestra lucha, que contribuya en el proceso de la formación de la consciencia revolucionaria, de identidad de pueblo, respetando sus realidades y culturas, ayudándolos a comprender la realidad en que viven para que puedan reinventarla, redibujarla y redanzarla. Los educadores son los primeros que deben conocer la realidad en que están, no queremos a nadie educando a nuestros pueblos sin conocer la realidad de ellos, como hay en nuestros países donde los educadores solo van hasta la escuela para enseñar cosas que no esta en el alcance de nuestra gente y el mínimo que conocen es la escuela, ¿Cómo van a conocer y entender a los educandos sin conocer el contexto en que están insertados?, el educador tiene que tener una praxis militante de lucha revolucionaria, porque principalmente para nuestros niños el educador es el ejemplo de persona porque es el que pasa mas tiempo con ellos después de la familia. Solo para que tenga una idea la educación tradicional fue la que más contribuyo en el éxodo rural de nuestros jóvenes principalmente para la ciudad, porque solo enseñaba cosas de la ciudad y era el único lugar útil para poner en practica los conocimientos adquiridos, la educación debe ser pensada por la comunidad e para la comunidad, no debe ser algo ya listo que viene uniformemente sin respetar la realidad y particularidad de los pueblos. Como dijo Paulo Freire “La escuela debe adaptarse a la comunidad y no la comunidad adaptarse a la escuela”. La educación contribuyo y contribuye en el mantenimiento del capitalismo, calificando manos de obra necesaria para su desarrollo económico.

Proceso de crítica y auto critica

La izquierda peco en no incorporar este proceso como elemento fundamental de fortalecimiento de la lucha y de formación del nuevo sujeto social, muchas organizaciones sociales, movimientos y partidos fueron inmaturos en este sentido que en no aceptar a la crítica constructiva como elemento de fortalecimiento del caminar y también de hacer la crítica de forma constructiva dejando de lado el egoísmo. La colectividad es como un individuo, porque es formada por individuos y todos nosotros necesitamos que nos digan en donde estamos indo mal si nosotros mismo no tenemos la capacidad de percibir, la crítica implica que siempre hay que ser constructiva si no es constructora será apenas más un chisme.

Otro fue la incapacidad de parar, para reflexionar como estamos, los errores que cometemos, en que tenemos que mejorar. Sin esta herramienta no somos capaces de reconocer que estábamos equivocados, y nuestra esperanza de hombre nuevo se va de agua a bajo. Pues esta incapacidad de la izquierda revolucionaria nos trajo la desunión enflaqueciendo la lucha contra el enemigo.

Para que este proceso salga bien se necesita estudios previos, todos los involucrados en este proceso deben está consciente de lo que es el mismo (¿Cómo y para que nos sirve?; para que no confundan y apenas hablen mal uno del otro sin algo constructivo.

Conclusión

Seamos los constructores de nuestra propia historia, no dejemos más que nuestros pueblos sean pisoteados por la patas del brutal sistema capitalista, en nombre del lucro de pocos e la pobreza de muchos, seamos solidarios con la lucha sea donde sea, seamos ejemplos de humanismo, porque mucha sangre fue derramada en nuestras tierras, hay que cultivarla y hacer que de estas sangre nazcan flores de las más bellas para ornamentar nuestro mundo.

Hay que sembrar el sentimiento más puro de la lucha, el amor, la utopía de un mundo mejor y el ejemplo del nuevo hombre y de la nueva mujer que cuidan uno del otro, que cuidan con amor a la naturaleza y que la naturaleza no sea apenas una forma de ganancia de lucro; así como las relaciones humanas, la participación política, la salud, la educación, la comunicación entre los pueblos y la soberanía no sean más una mercancía del mercado capitalista.

Como dejo claro el Che: “El enemigo solo es grande, cuando estamos arrodillados”.

En la lucha del pueblo nadie se cansa!!!

Toda una vida de lucha.


Joelson Santos, MST/ Brasil e da União da Juventude Comunista (Núcleo Paulo Petry).

Estudiante de tercer año de Medicina, proyecto ELAM.

Camagüey, 4 de mayo de 2011.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Avante número 18

Periódico mensal do núcleo Paulo Petry, distribuido aos estudantes brasilerios em Cuba, às juventudes comunistas da América Latina representadas na Ilha Socialista, à UJC/Cuba e a diversos intelectuais marxistas cubanos.


A XVIII edição publicada em maio de 2011.

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Quando meias palavras transformam uma meia verdade em mentira

Por Maria Fernanda Araújo e Otávio Marhofer Dutra*

Em resposta ao texto: “Vamos cercar de solidariedade os trabalhadores e o povo cubano” publicado pela LIT-QI e pelo PSTU.

Somos estudantes brasileiros em Cuba, país irmão no qual vivemos há quatro anos, e escrevemos este texto a fim de solidarizar-nos verdadeiramente com nossos hermanos e de contribuir sobre a reflexão quanto ao processo revolucionário cubano.
Confessamos que num primeiro momento a leitura do referido texto causou tamanha indignação, diante de tantos equívocos e disparates sobre uma realidade a qual estamos tendo a incrível oportunidade de vivenciar. No princípio, nos questionamos sobre as reais intenções deste texto. Longe de ser uma análise concreta sobre a realidade cubana, acreditamos que o texto da LIT não supera uma visão superficial, fragmentada e idealista de um complexo processo, impossível de compreender em poucos dias de viagem pelos rincões turísticos do país.
Essa é uma questão fundamental: para realizar qualquer discussão ou análise sobre a Revolução Cubana é necessário antes despir-nos de dogmas e preconceitos, compreendendo-a por si própria em sua diversidade. Os únicos pressupostos pelos quais devemos orientar-nos são que a realidade é dialética, e portanto contraditória e dinâmica, de maneira que toda transformação contém elementos do passado e embriões do futuro; e que é necessário ser radical, ou seja, compreender seus problemas a partir das suas raízes.

Sobre os caminhos históricos desde o triunfo de 1959

Sem a ciência da história ao nosso lado - buscando compreender sua dinâmica e seu movimento, sem cair nas facilidades das dicotomias ou dos atos de fé - podemos realizar análises equivocadas, seja pela ingenuidade, ignorância ou pelo oportunismo. No texto da LIT as falsas dicotomias entre bem ou mal e certo ou errado são tratadas como verdades absolutas e os sentidos comuns são o que há de mais freqüente. Assim cabe a nós fazer uma breve reflexão histórica, em que por razões dos objetivos do texto trataremos de 1959 aos dias de hoje.
Com o triunfo da revolução em primeiro de janeiro de 1959, à medida que avançavam as conquistas do heróico povo cubano, crescia também a contra-ofensiva do império. Ainda em 1961, a CIA financia e organiza o ataque de 1200 mercenários a Playa Girón, cujas tropas foram derrotadas pelo povo combatente. Foi então que para organizar o povo cubano e defender suas conquistas foram criados os Comitês de Defesa da Revolução – CDR, possibilitando a construção do socialismo e da democracia popular em cada bairro. Em 16 de abril de 61 Fidel declara o caráter socialista da Revolução Cubana e com a vitória de Playa Girón, que cumpre 50 anos este 19 de abril, o governo revolucionário realiza mais expropriações de empresas estratégicas e planificação do Estado. Depois desse, vieram muitos outros ataques, que seguem até os dias de hoje. Como se não bastasse, em 1962 os EUA expulsam Cuba da Organização dos Estados Americanos - OEA, e declaram o bloqueio econômico à ilha socialista, buscando impedir que outros países comercializem ou desenvolvam qualquer tipo de relação com este país. Com o bloqueio genocida, Cuba estreita suas relações com a União Soviética, através de acordos comerciais, militares e de solidariedade.
A partir da vitória de 61, os feitos da revolução cubana seguiram impressionando. Em poucos anos Cuba desenvolve-se como potência científica em diversas áreas, como a medicina e a farmacologia. Torna-se o país com maior expectativa de vida e menor mortalidade infantil das Américas, números comparáveis aos mais desenvolvidos países europeus. Desenvolve-se no âmbito dos esportes e cultural, sendo, por exemplo, o país de todo mundo com o maior percentual de escritores per capita, mostra do nível intelectual alcançado pelo povo durante o socialismo. Nas artes plásticas, na dança, na música, no cinema e no teatro a revolução deixou também sua marca: um povo culto é um povo livre, parafraseando José Martí. O povo cubano em sua grande maioria, ao contrario do que afirma a LIT, é extremamente crítico e conhecedor da sua história e da história dos outros povos do mundo, atualizado como nenhum outro sobre a conjuntura e os desafios dos processos que vivem os oprimidos em qualquer parte. É, sobretudo, um povo ativo e autônomo, soberano e independente, pouco passível às manipulações e ilusões de falsas verdades.

Pátria é humanidade: o internacionalismo de Cuba

Seguimos utilizando a história como instrumento para compreender outros disparates do texto da LIT, que peca pela ausência de base científica. O texto afirma que “a direção cubana implementou a mesma política que tiveram as direções da URSS, China, Alemanha Oriental etc.: a coexistência pacífica com o imperialismo, ao invés da revolução latino-americana e mundial”. O socialismo cubano, como a história prova, não acabou em si mesmo e muito menos coexistiu pacificamente com os EUA, como brevemente relatamos acima. Os cubanos deixaram marcas de emancipação em diversos países e internacionalizaram sua revolução mais do que qualquer outra. Um país pobre, de pequenas extensões geográficas e bloqueado economicamente por grande parte do mundo, jamais hesitou em solidarizar-se com um povo irmão. Desde a década de 60 aos anos 90 apoiou direta ou indiretamente as tentativas emancipatórias na América Latina, exportando sua experiência de guerrilhas, treinando militantes política e militarmente, ou apoiando financeiramente e com recursos humanos diversas organizações e governos revolucionários. Bolívia, Chile, Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Venezuela, El Salvador, Peru, Nicarágua, Guatemala, México são alguns dos exemplos na América Latina. Na África contribuíram com exércitos e profissionais diversos aos esforços de libertação nacional de várias nações, como Angola, Etiópia, Congo, Moçambique (e muitos outros) sendo sua participação fundamental para o fim do regime Apartheid na África do Sul. Desde o triunfo da revolução já somam centenas de milhares os jovens oriundos de países da periferia do sistema que receberam cursos universitários em Cuba; dezenas de milhões os que foram alfabetizados por cubanos e cubanos; milhões os que voltaram a enxergar através cirurgias de catarata realizadas pelas missões médicas cubanas; dezenas de milhões que receberam atenção médica cubana nas mais diversas áreas, seja em desastres ambientais, epidemiológicos (como recentemente o terremoto e a epidemia de cólera no Haíti) ou para estruturar os sistemas nacionais de saúde e educação. Detalhe, Cuba realiza o que considera um princípio – a solidariedade – sem exigir nada em troca. Pelas proporções dos seus gestos, jamais houve tamanho internacionalismo. Quem diga o contrario ou desconhece profundamente a história ou bem intencionado não está.
Hoje, mesmo enfrentando tantas dificuldades econômicas, Cuba segue sendo vanguarda no que se refere à solidariedade internacional. Um exemplo é que atualmente estudam em Cuba cerca de 50 mil estudantes estrangeiros, dos mais diversos cursos universitárias, sendo a maioria medicina. Além disso, as missões cubanas de solidariedade na área de saúde e educação estão presentes em mais de 70 países. Somente na Venezuela são mais de 35 mil cubanos, entre médicos, profissionais da saúde e educadores. Outro relevante exemplo do internacionalismo do socialismo cubano é o projeto Escola Latino Americana de Medicina - ELAM, idealizado pelo Comandante Fidel Castro em um momento em que toda a América Central havia sido assolada por três furacões. O projeto ELAM já possui 12 anos de existência, com uma grande quantidade de médicos atuando em toda a América Latina. Atualmente, cerca de 700 brasileiros estudam em Cuba, outros 400 já se formaram, e em sua maioria estão comprometidos em trabalhar para construir um SUS 100% público, estatal, universal, integral e eqüitativo para o povo brasileiro, em que a gestão popular seja o principal instrumento de controle e planificação, a exemplo do que vivenciamos diariamente em Cuba.

A desintegração da URSS e as contradições atuais

Seguindo os caminhos da história chegamos no período de desintegração da URSS e do bloco socialista. Na década de 80 recordamos que os acordos com o campo socialista passaram a responder por 85% do intercambio de mercadorias realizadas por Cuba, aprofundando a dependência econômica. Na década de 90, com a desintegração da URSS e do socialismo no leste europeu, teve inicio uma das épocas mais difíceis da história do aguerrido povo cubano: o período especial.
No primeiro ano após a dissolução do campo socialista do leste europeu e da União Soviética, o produto interno bruto decaiu 33%. A questão energética foi uma das mais prejudicadas, colapsando o transporte e a indústria. Cuba infelizmente possui reservas muito pequenas e de difícil acesso de recursos como o Petróleo ou carvão mineral. Um exemplo do caos energético gerado foram as muitas safras de alimentos que apodreceram no campo, já que sem combustível para o transporte não podiam ser deslocadas às cidades. Faltavam alimentos, remédios e outros produtos essenciais, como de vestuário e higiene. Nesse contexto, o cruel bloqueio imperialista tornou-se ainda mais perverso. Mas para a LIT tudo segue preto ou branco e, ignorando a lógica marxista, simplifica superficialmente as soluções para problemas tão profundos e complexos.
Mesmo com tamanhas dificuldades, em pleno período especial, o povo cubano ratifica sua vontade de seguir construindo o socialismo em plebiscito nacional, com mais de 90% dos votos e uma participação de quase 100% da população, com voto secreto, não obrigatório e universal aos maiores de 16 anos. Talvez, por tão heróica resistência e convicção do rumo escolhido, que Fidel considera o Período Especial “o mais glorioso dos 50 anos da Revolução Cubana”.
O povo cubano viveu anos de profunda escassez e sacrifícios. De fato, a dependência econômica que mantinha do campo socialista era profunda, o que se mostrou um grande equivoco na construção do socialismo em Cuba, talvez o maior que cometeram. As seqüelas da dependência se mostraram mais perversas no período especial, o país entrou em colapso. No entanto, julgar a história desde o futuro é fácil. As autocríticas da direção do Partido Comunista e das organizações de massa do povo cubano foram muitas e periódicas, mas não transformam o passado. Servem principalmente para evitar que erros similares voltem a ocorrer. O período especial gerou também uma serie de novas contradições cujas soluções são hoje, junto com o desafio de dinamizar a economia, os principais desafios para o avanço do socialismo em Cuba. Para reverter o processo de carência e dependência econômica criaram-se diversas empresas mistas (parcerias entre o Estado - sócio majoritário – e empresas capitalistas), com a finalidade de ampliar a infra-estrutura industrial, aumentar e diversificar a produção de bens de consumo para a população. Para incrementar a arrecadação do Estado, Cuba foi obrigada a abrir-se ao predatório turismo internacional e, para isso, fazer concessões as grandes redes turísticas, que detém o monopólio do turismo na Europa e América do Norte, de onde vem o grande contingente de turistas a Cuba. O povo cubano não teve escolhas, porque infelizmente a história não depende somente dos desejos, e os cubanos sabiam em que barco estavam entrando e os problemas que estavam por surgir. Mas para a LIT a resposta continua simples e se resume na seguinte fórmula: Cuba restaurou a economia de mercado.
Com tais medidas, Cuba pôde evitar a ofensiva da contra-revolução capitalista, como ocorreu nos países do antigo bloco socialista. Admirável é a convicção com que LIT defende essas contra-revoluçoes financiados pelo imperialismo, que deterioraram a vida de milhões nesses países, como revoluções sociais. Através do controle do Estado sobre as principais empresas estratégicas, planificação da economia e a manutenção das mais importantes conquistas da revolução nas áreas da saúde, educação, arte e cultura e produção de ciência e tecnologia Cuba pode resistir a tal contra-ofensiva. No entanto, este longo período de dificuldades materiais foi bastante marcante na determinação da consciência social. Um grande contingente de cubanos deixou o país durante os anos do período especial, e problemas como a prostituição, o mercado negro e a corrupção, tornaram-se presentes. As desigualdades internas foram intensificadas, especialmente quanto à valoração do trabalho.
Com o objetivo de proteger a população e garantir o mínimo necessário para que todo cubano pudesse seguir vivendo dignamente foi criada uma economia interna “fictícia”, com desvalorização da moeda e forte subsidio do Estado Cubano aos produtos essenciais. Assim, com o período especial foram criadas duas moedas: o Peso conversível (equivalente ao dólar), utilizado nas transações comerciais internacionais e no turismo; e o peso Cubano (que equivale a 1/24 de peso conversível), utilizado no mercado interno de produtos subsidiados pelo Estado. Todo trabalhador cubano recebe seu salário em peso cubano, e compra seus alimentos e produtos de primeira necessidade com valores muito abaixo do mercado internacional. O salário mínimo é de cerca 400 pesos cubanos, equivalentes aos 18 dólares relatados no texto da LIT. Mas, o essencial que omitiu é o real poder aquisitivo do peso cubano internamente. Exemplifiquemos. O quilo do arroz e do feijão custam 2 pesos cubanos, equivalente a 15 centavos de real para o cubano. O litro do leite custa menos de 1 peso cubano e é gratuito para as crianças de até 10 anos e idosos com mais de 60. A tarifa de ônibus vale 40 centavos de peso cubano (equivalentes a 3 centavos de real) e o pagamento é opcional. Uma sessão de cinema, teatro ou ballet não passa de 40 centavos de real, ou 5 pesos cubanos, isso quando não são oferecidos os freqüentes descontos aos trabalhadores ou estudantes. Agora façamos as contas: algum cubano “passa fome”?
Contudo, um trabalhador que recebe seus ganhos em Peso conversível (em geral aqueles que trabalham em setores vinculados ao turismo, como um taxista particular, alguém que recebe dinheiro de um familiar no exterior ou que aluga um quarto para estrangeiros), já que esta moeda tem um valor 24 vezes maior que o peso cubano, têm maiores possibilidades de consumo que um exemplar operário, um engenheiro, um médico ou um reconhecido professor universitário. Um problema que já é grande por si só é amplificado pelas informações equivocadas da LIT, quando afirma que “os cubanos que trabalham nas empresas internacionais não têm a proteção do Estado “socialista” cubano. Ao contrário, o trabalhador cubano não recebe o mesmo salário que essas empresas pagam em outras partes do mundo. Os cubanos só ganham os seus miseráveis 18 dólares mensais”. Basta informar-se minimamente para rebater esta falácia. O Estado Cubano recebe pelo trabalho de qualquer cubano de uma empresa mista um valor próximo à média que recebe um trabalhador com semelhante capacitação em qualquer lugar do mundo. Dependendo da função do trabalhador e de sua preparação técnica repassa cerca de 10% desse salário. Um engenheiro de uma empresa mista com um salário em torno de 3 mil dólares recebe cerca de 300 dólares do Estado, que utiliza os outros 2700 para financiar os gastos sociais. Com 300 dólares um trabalhador cubano tem a possibilidade de viver confortável e dignamente em Cuba.
No entanto contradições como essa têm sido um dos maiores desafios do Estado cubano, do Partido Comunista e das organizações de massa do povo. A fim de avançar na superação delas, o governo revolucionário tem proposto à população uma série de reformas que visam principalmente aumentar a produtividade de setores estratégicos (especialmente àqueles vinculados à alimentação e o desenvolvimento de meios de produção). Uma delas trata da legislação trabalhista e objetiva aumentar a produtividade industrial e a agilidade dos serviços, por meio de incentivos materiais aos trabalhadores mais dedicados e comprometidos com a revolução. Tal medida vem no sentido de reafirmar o principio socialista de “receber de acordo com seu próprio trabalho e esforço”, rumando assim no sentido de diminuir a burocratização dos serviços e a corrupção, que estagnam a produção. Outra importante medida adotada recentemente é a distribuição das terras ociosas do Estado aos pequenos agricultores e a garantia de condições para produzir, com o objetivo de aproximar Cuba da soberania alimentar, com aumento e diversificação da produção agrícola. Este é um dos grandes desafios de Cuba: manter os trabalhadores na terra.
Tendo em vista a ampla especialização da força de trabalho no país, em virtude do acesso irrestrito à educação, atualmente em Cuba faltam agricultores, trabalhadores técnicos, e sobram especialistas universitários a um ponto que em muitos setores da economia parte significativa da força de trabalho não está vinculada diretamente à produção. Com isso, por resolução do Conselho de Ministros da Assembléia Nacional do Poder Popular, debatida em todas as instâncias da sociedade cubana e movimentos de massa, tem sido realizada a redistribuição, e não a demissão como insiste erroneamente a LIT, dos trabalhadores nos diferentes setores da economia, de maneira que em cada local de trabalho pelo menos 80% dos trabalhadores sejam vinculados diretamente à produção, de maneira a aumentá-la e diminuir a burocracia do estado. Para atender à demanda de trabalhadores que não queiram ser redistribuídos, o Estado cubano aumentou a rede de serviços, ampliando a possibilidade de abertura de pequenos negócios (como cafeterias, restaurantes, cabelereiros, aluguel), assim como a ampliação de vagas em cursos técnicos.
Outro equivoco, por omissão de parte da verdade, é quando diz que “a maioria dos produtos que faziam parte da caderneta de abastecimento foi eliminada, ao mesmo tempo em que se anuncia o fim da própria caderneta”. Isso realmente tem acontecido, no entanto os produtos têm sido redirecionados aos setores sociais mais desfavorecidos. O fim do igualitarismo é uma das metas em curto prazo, já que isso não é um princípio socialista. Se é fato que a sociedade cubana hoje apresenta níveis de desigualdades (em proporções abismalmente distintas de qualquer sociedade capitalista) é dever do Estado socialista buscar um resgate do equilíbrio. Esse é um dos atuais objetivos. A caderneta pode num futuro deixar de ser universal para atender mais e melhor aos que mais precisam. Além disso, o texto da LIT diz que “na maioria das empresas os refeitórios foram fechados”. Ao contrário: os trabalhadores estão recebendo um incremento diário de cerca de 15 pesos cubanos e foram abertos restaurantes nas mesmas empresas que servem refeições de 5 a 15 pesos cubanos, com comidas de melhor qualidade, menos desperdícios e corrupção. O texto da LIT é repleto de meias palavras.
Agora, quando afirmam que “as belas crianças cubanas não tem brinquedos. Não poucos brinquedos. Sem brinquedos. É que os brinquedos são proibidos” parecem estar brincando. Não apenas tem brinquedos, como brincam durante todo o dia, e estão bem alimentadas. Aliás, 100% delas estão nas escolas, que é obrigatória até os 14 anos, em que as aulas iniciam às 8h e terminam às 16h. As crianças recebem alimentação e toda a atenção pedagógica durante esse período e não existe perspectiva alguma de acabar com “o período integral nas escolas”. Nenhuma criança cubana trabalha. Elas apenas estudam e brincam. Se para a LIT os brinquedos tem que ser os caríssimos brinquedos das grandes indústrias capitalistas e do consumismo ou um vídeo game de última geração e não apenas objetos para divertir e incentivar a criação e a imaginação da criança então, e somente assim, poderíamos afirmar que em Cuba as crianças não tem brinquedos.

Democracia em Cuba: o povo no poder

O texto da LIT afirma que em Cuba existe “uma ditadura muito similar às piores e mais sanguinárias ditaduras do mundo”. Uma prova disso deve ser o fato de que Cuba é o país da América Latina com a menor taxa de homicídios do continente e uma das menores do mundo. Ou que é o país do nosso continente com o menor proporção de presos e prisões. Absurdo.
Vejamos, então, como é a estrutura de poder nesta ilha socialista. A estrutura de poder em Cuba inicia desde baixo, desde cada quadra: os CDR’s (Comitês de Defesa da Revolução). Estes têm função de garantir a segurança, a limpeza, a organização e convivência coletiva. O conjunto de CDR’s forma a Circunscrição, formada por cerca de 2 mil cubanos. Cada uma delas realiza Assembléias Comunitárias periódicas para debater desde as questões mais relevantes do bairro até os mais importantes temas da economia nacional. A presença nas assembléias não é obrigatória, mas é difícil chegar numa em que não exista ao menos um representante por família. Inclusive as crianças têm direito a expressão, e o utilizam intensamente. Nessas assembléias se indicam os candidatos do bairro para delegados da Assembléia do Poder Popular Municipal, órgão máximo a nível do município. Por voto livre, universal (aos maiores de 16 anos), secreto e não obrigatório elegem os delegados. Todos os cubanos e cubanas podem se candidatar, desde que maiores de idade. Os candidatos podem anunciar sua própria candidatura nas reuniões públicas realizadas nos seus bairros, ou serem indicados por organizações de massas (estudantes, trabalhadores, mulheres etc.). O Partido Comunista Cubano não indica nem escolhe candidatos. Depois, os cubanos escolhem os candidatos a delegados da Assembléia Provincial, por indicação das organizações de massas e das Assembléias Municipais e os deputados da Assembléia Nacional, em que os candidatos são indicados pelas mesmas organizações. As eleições para a Assembléia Municipal ocorrem a cada dois anos e meio. Já os pleitos para a Assembléia Provincial e a Assembléia Nacional são realizados a cada cinco anos.
As Assembléias do Poder Popular - APP são a máxima estrutura do poder a nível Municipal, Provincial ou Nacional. Entre seus representantes são divididas as funções executivas do Estado, em que apenas se executam as deliberações da APP. Todos os delegados ou deputados podem ter seu mandato revogado a qualquer momento pela base que representam. Nenhum recebe nem um centavo a mais pelo cargo, recebe o mesmo salário que tinha antes de ocupar a função.
As campanhas eleitorais são feitas por meio de um cartaz padronizado, em que todos os candidatos têm o mesmo espaço para expressar suas idéias e sua biografia. Os cartazes são colocados nos principais locais de movimentação do povo, publicados nos jornais de circulação massiva e divulgados na televisão, com o mesmo tempo e formato gráfico.
O presidente de Cuba não passa de mero executor das deliberações da APP Nacional, não tendo qualquer poder para além dessa. Antes de tudo, como qualquer outro membro da APP Nacional, o presidente de Cuba deve ser eleito deputado. Fidel, nas últimas eleições foi eleito deputado com cerca de 97% do votos em sua província e Raul Castro com 98%. Os dois tiveram iguais condições de apresentar sua candidatura que qualquer outro candidato.
Vale esclarecer que o Partido Comunista Cubano não cumpre nenhuma função de Estado, e todos suas posições, para tornarem-se realidade, devem ser construídas junto ao povo, que pode ou não reconhecer as posições do PCC como as mais acertadas. Caso não exista o convencimento do povo pelo Partido as políticas simplesmente não são aplicadas.
Dessa forma, consideramos que a comparação do nível da democracia cubana com qualquer “democracia” ocidental, deve ser bastante cuidadosa, já que em tais democracias o poder do povo está restrito ao voto, absolutamente manipulado pelos interesses econômicos e pelo monopólio da mídia, em que são os partidos da ordem e as classes dominantes, e não o povo, quem ditam as regras. Já a comparação da democracia cubana com “as piores e mais sanguinárias ditaduras do mundo”, em coro com o discurso de Bush ou Obama, para nós que vivemos há 4 anos nesta ilha e participamos ativamente dos instrumentos democráticos construídos pelo povo cubano, é sem dúvida a maior de todas as mentiras expressadas pela LIT em seu texto.

Acesso à informação

Os ataques imperialistas não cessam, mesmo o texto da LIT afirmando que a convivência é pacífica. O assassino bloqueio segue vigente, mesmo com as sucessivas votações contrárias nas assembléias da ONU, em que apenas 3 nações do mundo se mantêm favoráveis a sua continuidade. Os prejuízos para Cuba são incalculáveis: em apenas 8 horas de bloqueio o governo cubano poderia reparar cerca de 40 creches ou em 1 dia comprar 139 ônibus de transporte urbano. O caso dos cinco heróis cubanos é outro exemplo da desumanidade que impõe o monstro do norte - como definia Simon Bolívar – presos por lutar contra o terrorismo dos EUA.
É parte verdade o que diz o texto da LIT: nenhuma organização cubana votou pela proibição do acesso à internet. Sua restrição – e não sua proibição – é outro exemplo da ação do bloqueio estadunidense em Cuba, pois o monopólio e bloqueio do acesso a sinal de internet desde de satélites ianques, e pelos cabos que passam pelo Caribe fazem com a banda total de internet de Cuba seja menor do que uma Universidade Federal do Brasil, restringindo seu acesso aos trabalhadores em seus locais de trabalho (governo, escolas, hospitais, policlínicas), hotéis, Joven Clubs (espécie de lan house) e a residência de profissionais especializados. Essa situação se espera que melhore logo que o cabo submarino de fibra ótica que está sendo construído através da ALBA desde Venezuela chegue a terras cubanas.
Quanto ao acesso à informação no país, é verdade que o Granma é o órgão de informação oficial do Partido Comunista Cubano, que é distribuído em todo o país. Mas o/a autor(a) do texto esqueceu de informar sobre as outras dezenas de publicações especializadas, políticas, culturais e de lazer publicadas em todo o país, por organizações populares, nas quais as criticas e autocríticas ao processo revolucionário são freqüentes, quase cotidianas. E bem se vê que o/a correspondente da LIT aproveitou bastante sua viagem pelo Caribe e sequer teve um tempinho de assistir à televisão recheada de programas, filmes e documentários nacionais e das maiores redes de televisões do mundo em canal aberto e estatal, sem espaços para propagandas comerciais. Infelizmente, talvez não pôde aproveitar os debates com especialistas cubanos e de outros países sobre a situação no Oriente Médio, ocorridos no programa Mesa Redonda, que diariamente enfoca temas de importância nacional e internacional em horário nobre. Ou assistir na televisão os jornais diários, ou ler algumas das reflexões do companheiro Fidel e de muitos outros intelectuais cubanos sobe o assunto, publicadas tanto no próprio Granma quanto em periódicos internacionais e na internet. Dessa forma afirmamos categoricamente que a LIT se equivoca quando diz que “o governo e o Partido Comunista Cubano (...) não permitem que chegue, por meio da televisão ou da rádio (ambas controladas pelo governo), qualquer tipo de informação sobre o que as massas estão fazendo nos países árabes”. Para verificar a verdade não é necessário muito esforço, nem estar em Cuba, basta entrar nos inúmeros sites cubanos (inclusive das redes de televisão e rádio) que informam sua própria população e o mundo sobre o processo que vivem os povos árabes.

As estatísticas não mentem

Segundo o texto, o cubano vive no pior dos mundos (...). A partir da revolução, Cuba transformou-se no país mais igualitário da América, mas hoje é exatamente o contrário. Certamente, Cuba tornou-se o país mais igualitário das Américas, e quiçá as contradições surgidas com o período especial possibilitaram o surgimento de algumas diferenças sociais. Contudo, engana-se quem afirma que Cuba perdeu seu status de país mais igualitário da América, e isso percebemos cotidianamente: em Cuba, você jamais verá uma criança pedindo esmola. Pelo contrário, você encontrará inúmeros jovens brasileiros e demais latino-americanos e caribenhos, ex-crianças de rua, sem terra ou sem teto, tendo a possibilidade de estudar medicina, além de outras carreiras como engenharia, agronomia, arte, educação física, pedagogia. Jovens estes originários de países em que o acesso à educação, saúde, moradia e cultura é ainda limitado, mesmo sendo uma das dez maiores economias do mundo, como é o caso do Brasil.
Isso é visível nos dados sócio-econômicos sobre Cuba, publicados e disponíveis em sites de organizações de referência internacional, como a Organização Mundial da Saúde ou da ONU. Nestes 50 anos de Revolução, mesmo diante de condições econômicas diversas, Cuba atinge taxas de Índice de Desenvolvimento Humano e de expectativa de vida invejáveis. O Brasil, por exemplo, que possui o oitavo maior Produto Interno Bruto do Mundo (estimado em US$ 1,995 trilhões em 2007, e um PIB per capita de US$ 10.296), possuía no mesmo ano o 75º IDH do mundo, e tinha uma media de expectativa de via em 72,4 anos (92º no ranking mundial). Enquanto que Cuba, no mesmo período, sendo a 85ª economia (PIB de US$ 51,11 bilhões, e um per capita de US$ 4,5 mil), era o 51º em IDH (o,86) e 37º em expectativa de vida (78,3 anos).
Outro indicador importante, oferecida pela Oficina Nacional de Estadísticas de Cuba, é a progresão da mortalidade infantil e materna nos últimos anos, assim como os de acesso aos serviços de saúde, conforme segue abaixo.

Evolución de los indicadores de salud. Años seleccionados

Indicadores seleccionados
1960
1980
1990
1995
2000
Tasa de mortalidad infantil (por mil nacidos vivos)
42,0
19,6
10,7
9,4
7,2

Tasa de mortalidad en niños menores de 5 años (por mil nacidos vivos)
42,4a
24,3
13,2
12,5
9,1

Índice de niños con bajo peso al nacer (en %)
...
9,7
7,6
7,9
6,1

Tasa de mortalidad materna (por 100 000 nacidos vivos)
120,1
52,6
31,6
32,6
34,1

Partos atendidos en instituciones hospitalarias (%)
63,0
98,5
99,8
99,8
99,9

Habitantes por médico
...
635
275
193
169


No último ano, Cuba alcançou a cifra de mortalidade infantil de 4,4 para cada mil nascidos vivos. Essa progressão mostra como, mesmo em tão difíceis condições econômicas e de embargo depois de mais de 20 anos do fim da URSS, os indicadores sociais de Cuba continuam melhorando. No mesmo período são diversos os estudos que mostram uma situação completamente distinta nos países do leste europeu em que existiram contra-revoluçoes capitalistas. Os índices de educação e acesso a cultura também estão progressivamente avançando, assim como os indicadores de segurança pública, que ao contrário do mundo se mantém estáveis, com os menores índices de violência do mundo. E como se alcança níveis de IDH e expectativa de vida tão avançados? A resposta é bastante objetiva: oferecendo a sua população possibilidades ao seu pleno desenvolvimento como seres humanos, em condições de igualdade e universalidade de acesso a educação, saúde, cultura, arte e lazer – condições jamais alcançáveis se em Cuba tivesse ocorrido ou ocorrendo a volta do capitalismo.

A solidariedade que o povo cubano necessita: a verdade!

“Mas a paciência dos cubanos parece estar chegando ao fim (...)Mais cedo ou mais tarde, os trabalhadores cubanos vão se rebelar contra essa situação”. Quanto a isso a LIT está certa: é verdade que os cubanos já não tem mais paciência com tantas dificuldades. No entanto se equivoca contra o quê e de que forma vão se rebelar. Os cubanos são profundamente rebeldes. E estão rebelando-se contra tudo que está ruim em sua revolução, interna e externamente. As reformas são urgentes, assim como o fim do bloqueio, pois realmente é difícil um país viver tantos anos com tamanhos entraves. Mas a certeza de que o socialismo é o caminho que o povo cubano defende com todas as suas forças foi comprovada na marcha do dia 16 de abril, pelos milhões de cubanos que marcharam por Havana e por toda Cuba em comemoração aos 50 anos do socialismo em Cuba e da vitória de Playa Girón, e que também abriu o VI Congresso do PCC. Neste dia, militares, trabalhadores e estudantes, por livre vontade e convicção - e não por opressão das armas como ocorriam nas ditaduras mais sanguinolentas de América Latina - caminharam juntos, unidos, em defesa da Revolução, do seu governo revolucionário e do socialismo cubano. É possível que milhões (em um país de não mais de 11 milhões de habitantes) marchem alegres e unidos através de mecanismos de opressão?
Para finalizar, muitos insistem em deturpar o caminho escolhido pelo povo cubano, mas os fatos não escondem a verdade: em 52 anos o socialismo humanizou a sociedade cubana. Cuba é o único país das Américas em que a violência, tão crescente no Brasil, é insignificante. Havana, uma capital com quase 3 milhões de habitantes, é tão tranqüila quanto uma pacata cidade do interior, em que assassinatos e seqüestros ficam restritos aos romances policiais. Cuba é um país que trabalha cotidianamente para superar a desigualdade de direitos entre os gêneros, para superar o racismo, a discriminação por qualquer orientação sexual e tantas formas de opressão, tão enraizadas em nossas sociedades. Outros não cansam de afirmar que a Revolução Cubana é coisa do passado e que o socialismo morreu junto a URSS. Para esses respondemos que não somente é presente o socialismo em Cuba, mas que vem fortalecendo seus princípios e ideais à medida que avançam os processos revolucionários na América Latina. Contudo, a construção do socialismo não depende somente da vontade das pessoas, mas de condições históricas, objetivas e concretas, cuja complexidade vai para além do que está nos manuais ou nos livros, pois a realidade é antes de tudo, dialética.
Revolução é fazer do extraordinário cotidiano. E isso em Cuba é diário, em cada criança que brinca livremente nas praças do país, sem preocupações com tráfico de drogas, assaltos, ou com o ganha pão diário. Crianças de um país pobre e bloqueado economicamente, mas que mesmo assim sabemos que terão todas as condições de desenvolver-se plenamente como seres humanos. Este, independente dos caminhos que se tomem, é fim principal do que entendemos por socialismo.
Cuba e o socialismo nos permitem seguir sonhando com a utopia de um mundo humano, no mesmo sentido em que dedicaram suas vidas tantos mártires nesses 52 anos de revolução. Por eles e pelas gerações futuras o povo cubano jamais abandonará as trincheiras conquistadas.


17 de abril de 2011 - Havana, Cuba



* Maria Fernanda Araújo e Otávio Marhofer Dutra são estudantes de medicina na Universidade de Ciências Médicas de Havana e militantes da base Paulo Petry do Partido Comunista Brasileiro e da União da Juventude Comunista em Cuba, formada por 16 estudantes.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

I Encontro Nacional da UJC em Cuba termina com a juventude comunista fortalecida e ainda mais unida!









1° Encontro da União da Juventude Comunista em Cuba - Pela construção de uma saúde coletiva e popular no Brasil!




Entre os dias 18 e 20 de abril foi realizado em La Habana o Primeiro Encontro da União da Juventude Comunista em Cuba. Nossos jovens, estudantes da Escola Latinoamericana de Medicina - ELAM, estao organizados em 2 núcleos, um na cidade de Havana e outro em Camaguey. Reuniram-se no para debater temas relacionados à realidade brasileira, cubana e latino americana, marxismo, saúde e organização.




No primeiro dia do encontro, além de realizar um profundo debate sobre a conjuntura brasileira e a situação atual da saúde no país, os militantes realizaram um intercambio com a filósofa marxista e fundadora do Partido Comunista Cubano Isabel Monal, editora da Revista Marx Ahora, sobre a atualidade do marxismo. No dia 19, América Latina e Cuba foram os temas de discussão. Durante a manha se reuniram com representantes de organizações revolucionárias e juventudes comunistas da América Latina debatendo conjuntura da região e alternativas emancipatórias. Durante o período vespertino trabalharam o tema Cuba e a atualidade do socialismo junto a professores marxistas da Universidade de Havana e estudantes da Federación Estudantil Universitária (FEU) e da Unión de Jóvenes Comunistas de Cuba. No último dia, se reuniram a fim de traçar planos de ação de sua militância na área da saúde, na qual foi destacada a importância da unidade dos comunistas na articulação de estratégias de defesa da saúde pública no Brasil e a construção de alternativas populares na atenção à saúde.




Os jovens comunistas brasileiros saíram fortalecidos do I Encontro Nacional da UJC em Cuba, mais convictos e unidos para seguir avançando na organização e na formação da consciência dos estudantes brasileiros em Cuba, fortalecer as relações com as diversas organizações revolucionárias da América Latina e do mundo representados neste país irmão, assim como com as organizações de massas, o Partido Comunista de Cuba e a Unión de Jóvenes Comunistas da Ilha Socialista. E como objetivo principal do I Encontro Nacional os camaradas estabeleceram o desafio de contribuir na reorganização dos comunistas no movimento popular em saúde, pela defesa do SUS público e estatal e pela reconstrução do movimento sanitarista brasileiro. Com este objetivo, nossos jovens comunistas fazem uma chamado aos camaradas da UJC e do PCB da área da saúde para uma atuação articulada junto às Brigadas Estudantis de Saúde promovidas pelos estudantes da Escola Latino Americana de Medicina, a serem realizados no mês de agosto em diversos estados do nosso país em conjunto com movimentos populares, como o MST, e para a construção de um Seminário Nacional dos Comunistas pela Saúde durante o mês de agosto desse ano.

Viva os 52 anos da Revolução Cubana e os 50 anos da declaração de seu caráter socialista!
Viva a União da Juventude Comunista!
Viva o Partido Comunista Brasileiro!
Por uma Saúde Coletiva e Popular!
Ousar Lutar, ousar vencer!

















terça-feira, 12 de abril de 2011

Avante número 17

Periódico mensal do núcleo Paulo Petry, distribuido aos estudantes brasilerios em Cuba, às juventudes comunistas da América Latina representadas na Ilha Socialista, à UJC/Cuba e a diversos intelectuais marxistas cubanos.


A XVII edição publicada em abril de 2011.

XVII ediçãoarquivo em "pdf"

Leia também as edições anteriores:

XVI ediçãoarquivo em "pdf"
XV ediçãoarquivo em "pdf"
XIV ediçãoarquivo em "pdf"
XIII ediçãoarquivo em "pdf"
XII ediçãoarquivo em "pdf"
XI ediçãoarquivo em "pdf"
X ediçãoarquivo em "pdf"
IX ediçãoarquivo em "pdf"
VIII ediçãoarquivo em "pdf"
VII ediçãoarquivo em "pdf"
VI ediçãoarquivo em "pdf"
V Ediçãoarquivo em "pdf"
IV Ediçãoarquivo em "pdf"
III Ediçãoarquivo em "pdf"
II Ediçãoarquivo em "pdf"

sábado, 9 de abril de 2011

logo do PCB para área da Saúde

Camaradas, quem tiver sugestões sobre a frase do logo por favor envie a proposta para otaviodutra@yahoo.com.br Agredecemos desde já as contribuições, Núcleo Paulo Petry e Núcleo Carlos Marighella - Base do PCB/UJC de estudantes de medicina em Cuba.

terça-feira, 5 de abril de 2011

18, 19 e 20 de Abril - Habana/Cuba


Dia 18:

Manhã:Mística de abertura

Conjutura Brasileira e a necessidade da Juventude Comunista


Tarde: Marx Hoje: atualidade do marxismo e da revolução proletária com Isabel Monal.

Noite: Momento de socialização e sistematização do dia

Dia 19:

Manhã: Mística de inicio do dia

Debate “ Imperialismo e América Latina” com a participação de camaradas cubanos, colombianos, mexicanos, chilenos e venezuelanos.

Tarde: Atualidades do socialismo com Fernando Martines Heredia

Debate “Conjuntura cubana” com UJC/Cuba

Noite: Sistematização

Jornada Comunista

Dia 20:

Manhã: Mística de inicio do dia

Debate “Os comunistas e a saúde “ e socialização das teses

Tarde: Organização e resoluções

Sistematização final do encontro.

Noite: Noite Cultural com convidados: amigos da UJC e participação de músicos brasileiros, colombianos, cubanos e chilenos)



Organização: Núcleo Paulo Petry e Núcleo Carlos Marighella da UJC/PCB em Cuba

domingo, 3 de abril de 2011

carta ao povo brasileiro

No ano de 1998, quando os furacões George e Mitch provocaram grandes destruições em centro-américa, suplantando a capacidade de resposta civil e governamental aos desastres naturais, o governo cubano decidiu fundar uma Escola Internacional para a formação de médicos, 100% pública, 100% gratuita, aos jovens dos países periféricos, com o objetivo de atender aos excluídos dos sistemas de saúde precarizados e privatizados. Um ano depois se cria a Escola Latino-americana de Medicina (ELAM). A partir da próxima graduação seremos mais de 10.000 médicos, oriundos de 116 países de Ásia, África, Oceania e América, formados por esse projeto. Até o momento os médicos formados pela ELAM estão participando de importantes projetos sociais em inúmeros países de América. No Haiti existe uma cooperação tripartite entre os governos de Cuba-Brasil-Haití, onde mais de 680 médicos formados em Cuba, trabalham atendendo gratuitamente ao povo haitiano, atingido pelo terremoto mais forte conhecido pela história contemporânea do continente e que agora sofre uma importante epidemia de cólera. No Equador, jovens formados em Cuba participam de uma Missão governamental chamada “Manuela Espejo”, estão fazendo o levantamento em todos os rincões desse país das pessoas com deficiência física e mental, levando assistência médica integral a todo o interior equatoriano. Na Venezuela, jovens formados pela ELAM participam de um projeto Governamental chamado “Batalhão 51”, em homenagem aos primeiros 51 venezuelanos formados pela ELAM, que atende a populações ao longo da Amazônia venezuelana e outras regiões afastadas desse país. Poderíamos citar exemplos do trabalho dos médicos latinos formados em Cuba, em Nicarágua, México, Honduras, Guatemala, Peru, Bolívia e em muitos outros países de América. E no Brasil, país mais rico da América Latina, que possui mais de 568 municípios sem nenhum médico e mais de 1500 sem médico fixo, onde crianças morrem por enfermidades infecciosas, desidratação, e outras enfermidades previníveis, facilmente tratáveis se atendidas prontamente, no qual a mortalidade infantil está em torno de 20 por mil nascidos vivos, sendo que no nordeste, por exemplo, chega a 34,4 por mil nascidos vivos, muito diferente de Cuba com 4,5 por mil. Além disso, são milhares os pacientes da terceira idade, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como a Hipertensão Arterial e a Diabetes, sem atenção médica devida. A inserção dos estudantes formados em Cuba e em outros países no Brasil tem sido dificultada por barreiras corporativas de setores reacionários e mentirosos, que até hoje não assumiram a responsabilidade de levar o direito à saúde a todo o povo brasileiro. A medicina no Brasil hoje é controlada pelo Complexo Médico- Industrial: “empresários da saúde”, corporações farmacêuticas e de tecnologia médica que influenciam a formação médica, de forma que nossos médicos são educados a interpretar “exames complementares”, sem tocar nem olhar o paciente, sem entrevista-lo, nem menos dedicar-lhe atenção psico-social. A medicina brasileira esta mercantilizada e desumanizada. Nós, estudantes da Escola Latino-Americana de Medicina, vimos a público colocar-nos a disposição da sociedade e dos poderes públicos de todos os níveis da federação para a realização de um Plano Integral de Inserção ao Sistema Único de Saúde (SUS), que permita a inserção de médicos formados no Brasil e no exterior, dispostos a levar o acesso à saúde e qualidade de vida às famílias hoje excluídas da assistência médica. O Sistema Único de Saúde é a bandeira mais ousada que o movimento popular brasileiro construiu com muita luta e articulação no século passado. Desde a sua aprovação na constituição cidadã e da incompleta regulamentação posterior, tem sofrido ataques constantes que ameaçam destruir e descaracterizar o maior sistema de cobertura médica do mundo. Por conta do reconhecimento das patentes internacionais sobre os medicamentos, a demora para aprovação da Emenda Constitucional 29, a derrubada da CPMF, a legalização das Fundações e a entrega do serviço de saúde às Operadoras de Serviço, o SUS necessita cada vez más ser defendido e tornarse uma realidade. O Brasil, que possuí um desenho formal do sistema de saúde mais completo que outros países da região, gasta menos per capita que países vizinhos como Argentina e Chile. Nós, estudantes de medicina da Escola Latino-americana de Medicina, reunidos em nosso II Encontro Nacional em Cuba, vimos a público manifestar nosso compromisso de tornar o Sistema Único de Saúde uma realidade para o povo brasileiro. Convidamos a sociedade para juntar-se a nós na defesa de um SUS verdadeiramente para todos.


27 de março de 2011. Caimito, Província Artemisa, Cuba.